Conta a história que uma senhora carregava dois baldes, cada um suspenso na extremidade de uma vara. Um deles estava rachado e o outro, perfeito. Este permanecia cheio de água ao fim da caminhada, enquanto o outro sempre chegava meio vazio. Durante muito tempo a coisa seguiu assim: a mulher chegava em casa com somente um balde e meio de água.
O balde “perfeito” se sentia muito orgulhoso, enquanto o balde rachado se envergonhava do problema. Um dia, refletindo sobre a amarga derrota de ter um “defeito”, o balde falou à mulher: “Tenho vergonha de mim, porque esta rachadura me faz perder metade da água”.
Ela respondeu: “Você reparou nas lindas flores que existem apenas do teu lado do caminho? Plantei sementes na beira da estrada, e todo dia você as regava. Colhi belíssimas espécies e, se você não fosse como é, eu não teria enfeitado minha casa”. Todos têm um defeito, mas o defeito que cada um tem é que faz nossa convivência ser tão gratificante.
É preciso aceitar cada um pelo que é e enxergar o que cada um tem de bom – mesmo quando parece ruim.
Michael Douglas
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